fragmentos.
foi tudo o que nos restou de algo que poderia ter sido real.
já não quero, não preciso mais de falsas esperanças.
e as não-verdades mais que nunca, estão presentes nesse grande hiato que criamos.
não-feliz.
não-triste.
a apatia cheira a naftalina.
tentando recriar a atmosfera onde tudo era palpável.
sentimentos vãos unidos a sonhos inúteis.
brinco com tua cabeça sem que você perceba.
tudo está ao alcance de meus dedos. enquanto meus devaneios permitirem, assim será.
desgastada demais em procurar o que já não sei.
e sendo assim, as incertezas moram em meu travesseiro. para não me esquecer que elas sempre estão comigo.
[ decifra-me ou devoro-te. ]