[jeudi, juin 29, 2006]
 
[ inanalisávéis, inexplicáveis e inintelectuais. ]

da menina magenta. de sonhos noir. das nostálgicas tarde onde não existia o abismo pensar-sentir.
e tanto faz se a realidade é colorida ou preta e branca. os dias são os mesmos. as noites cansativas. e se repetem, repetem, repetem.
os hiatos, até mesmo eles, foram esquecidos, deixados para trás.
não há mais onde me refugiar. perdi o chão porque perdi os devaneios, o impalpável. o que me mantinha viva.
pareço ter esquecido como refazer o faz-de-conta.
o chato meio termo das coisas comuns me incomodam.
a realidade é tediosa e beira o insuportável.
tento desviar o olhar, mas é ineviteavel.
talvez nesse meio, haja um espaço para a felicidade, mesmo que inventada.
a busca incessante por novas, ainda que já conhecidas sensações.
pensamentos, e somente eles, pois não encontro maneiras de me expressar. e como não há modo de torná-los palpáveis, morrerão como pensamentos, assim como a parte que não é mais minha.