[ das involuntariedades. ]não. não sabe. e provavelmente não saberá o que é se sentir assim. tão fraca e tão covarde em certo ponto. ou seria em todos?
os ecos começam a gritar dentro dessa jaula de vidro. e de tão transparentes ninguém consegue entender.
porque é assim. o simples é complicado. more is less. e por aí vai.
em que ponto me perdi? talvez no suspiro ao escrever a primeira palavra que já não recordo mais.cheia de desvios, mãos, dedos e fatais becos sem saída.
cada vírgula, cada gemido, cada cada, tudo isso me desconcentra. pontos não.
na verdade tenho uma certa paixão por pontos. tão pequenos, precisos, diretos.
mas se falasse agora do ônibus azul e branco que acabara de passar, ninguém notaria.
um canto solitário, de uma nota só, e de uma também palavra inexistente.
só.faltam menos de 15 minutos. essa corrida ao contrário, onde parece que só eu corro a facor enquanto todos recuam.
mas ninguém consegue sair ileso de qualquer forma.
talvez o que quisesse mesmo era desconstruir tudo. dar um nó. brincar de quebra-cabeça. mas por enquanto,
só mais um cadeado, por favor.