[lundi, décembre 04, 2006]
 
há espaços tão grandes - maior que imaginávamos, se é que imaginavamos. mergulhando e se perdendo nesses abismos: complexos, com cheiros, formas e cores ou simplesmente vazios, por quê não?
espaços tão grandes, vão com o tempo. se tornam maiores ainda, somem, reaparecem, ecoando, uníssono e turvo.
espaços: a falta deles. constante. e quase nunca sei se são somente meus.
quando duram muito tempo, é agonizante.
quando não temos, é desesperador.
não há comedimentos, não há hora para querer ou não. batem, voltam, desaparecem, ressurgem, e tudo gira em torno deles.

[ espaços: a invasão deles. ]