[mercredi, août 01, 2007]
 
[ das hecatombes capilares.]
ou eu tenho cabelo samambaia.

que atire a primeira pedra quem nunca teve um momento surto mulherzinha com o cabelo. ou é liso demais, ou cacheado demais. ou alguma parte sempre fica arrepiada. enfim, há milhares de relatos e problemas.
sou bem adepta a mudar, mudar e mudar. aos 14 cheguei a descolorir as madeixas em casa e pintar com a ajuda de minha mãe o cabelo com crepom magenta. (no começo ela nem queria que eu pintasse, óbvio, mas depois alegando que eu ia ficar com a testa toda cor-de-rosa, resolveu fazer a tarefa praticamente sozinha.) e por aí foi.. laranja, violeta, preto azulado, até chegar na maravilhosa escala pantone capilar dos vermelhos. foram 07 anos experimentando diversas tonalidades, até o dia que surtei e quis ele branco. não loiro claro. branco. deleguei a tarefa ao meu mais novo cabeleireiro, sendo que nunca tinha deixado pessoa alguma com exceção da minha mãe e de mim a pintar, descolorir ou qualquer coisa que o valha. 05 descolorações no mesmo dia, uma tonalização três dias depois, e voilá! uma coisa bem blade runner. vieram os dreads, numa tentativa frustrada de não ter mais que arrumar tanto o cabelo. mera ilusão. toda vez que lavava tinha que fazer rolinhos em cada um, modelar bonitinho, e mesmo 40 minutos de secador não resolviam. meia hora depois, as pontas começavam a pingar, e mais secador.. não aguentei 05 meses. mas eu não queria raspar o cabelo. então no feriado do carnaval, resolvi que iria conseguir desfazer um por um. afinal, se já existia produto para tal feito, eu conseguiria dar uma de alquimista e recuperar meu cabelo. (detalhe: não era dread de cera, e sim feito com agulha, o que garantia um aspecto já de antigo. e cabelo muito mais difícil de recuperar.)
no meio de óleos, condicionadores com fórmulas power, água quente, toalhas embebidas, pentes de diferentes tamanhos, consegui desfazer um por um. ufa. cabelo sem graça, sem corte, sem respirar, corri para meu mais fiel companheiro de loucuras capilares, que na hora leu meus pensamentos como sempre, e disse para parar de desconectar e fazer uma coisa geométrica. pelo menos na parte da frente. era tudo o que eu queria ouvir, pois realmente queria uma coisa meio sessentinha.
desde então não sei mais o que fazer. optei por uma franja totalmente geométrica, uma coisa meio mary quant, até que um mês depois acabei virando uma espécie de joey ramone - versão blonde.
há dois meses atrás optei por uma v-shaped fringe, há um mês fui lá no Ri para ele dar aquela mantida no corte, e juntamente com meu desespero, ele soltou: meo! é tipo samambaia! não pára de crescer, olha isso."
poizé. pra quem não gosta de seus cachinhos, uma boa chapinha adianta. ou selagem, ou qualquer coisa que o valha.. para os lisos demais um bom shampoo diário anti-resíduo, alguns truquezinhos e pronto.
e para cabelos samambaia? cortar em lua minguante? simpatias e afins?

sério, eu preciso parar de ler o livro casa da chris, está despertando mais ainda meu lado mulherzinha, e eu realmente estou começando a acreditar no poder das velas, flores frescas, hortinhas, e tudo mais.
e eu ainda quero pintar as paredes com as tintas que mandei fazer, e estão encostadas há quase 01 ano.

déa, se prepara. é sério.

Comments:
ok, vou tentar tirar as bolinhas então ;D
e por falar em cabelo.. se eu tivesse uma orelha bonitinha eu até raspava o meu!
 
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