um início. a falta de um final feliz. a falta de um final.
algo ficou por aqui, e não vai embora. as dúvidas, todas elas, mais uma vez. as faltas, muitas delas, personagens diferentes pra uma mesma história que se intensifica cada vez mais. e agora se tornou morna. morta. porque não teria como intensificar o que houve de mais intenso. e agora todas as possibilidades foram esgotadas, acabadas, pelo menos por hora. não me vejo chorando, sorrindo, gemendo de nenhum mais outro modo senão daquele que você sabe muito bem. e essa felicidade tímida de agora, quase inexistente. das coisas partidas, um nervo. sempre ele. e sempre vou achar que não tem remendo. uma rag doll, um broken heart, e por aí vai. porque sinceramente tudo o que eu vejo é ordinário, não me trás os arrepios, nem o gozo, e então o melhor a se fazer é colocar a peça quebrada dentro de uma jaula e esquecer onde joguei a chave. porque pra me fuder, não preciso arrastar ninguém comigo. e me encaixo no 1+1=1, onde não há ninguém a não ser eu mesma nessa soma. e não haverá mais nem sinceridade nos erros, muito menos nos acertos, porque não haverá acertos, e os erros serão premeditados. e farei os mesmos erros diversas vezes, com inúmeras máscaras. e não existirão cicatrizes temporárias, não haverá tempo para elas se formarem, exceto o buraco no peito que carrego comigo desde sempre, e se tratando de uma parte que já falta, falta não há.
e sendo assim, um adeus temporário é tudo que tenho a oferecer.