porque às vezes as palavras engasgam, os atos não fazem mais sentido.
tentando quebrar as correntes de um piloto automático sem partir em pedaços que não são meus.
se a gente é realmente responsável por aquilo que cativa, o peso desse fardo por vezes chega a ser insuportável.
desembaralhando as entrelinhas, decifrando pensamentos partidos de modo inacabado, fazendo planos que provavelmente amanhã cairão no esquecimento.
talvez todo esse tempo livre me livre de alguns demônios, ou talvez eu os esteja alimentando cada vez mais. as conclusões não importam tanto, e sim o caminho.
e talvez isso não seja para durar, talvez já durou mais que o necessário e agora apodrece em algum canto abandonado. fifty, fifty - e quem sou eu para prever?
e das chances que eu tive para finalmente tentar, você não estava lá para segurar minha mão. porque às vezes eu ainda tenho esperança de encontrar a peça que falta nesse quebra cabeça. e eu nunca encontrarei meu caminho de volta se continuar assim, perdida dentro de mim.