As pessoas tiram conclusões demais, se expõe de menos com medo de se machucar, desconfiam sem ao menos saber do quê, se enganam voluntariamente, procuram a satisfação rápida da embriaguez (e posso dizer que me encaixo aqui), e esperam. Esperam que alguém as salve, que digam tudo aquilo que elas não conseguem colocar para fora, esperam que a gente consiga ler nas entrelinhas, esperam que tenham entrelinhas para ser lidas! E enquanto esperam, se descontentam, e a vida pára nessa espera entristecida. Tudo ao redor se move, tudo toma outro rumo, perdemos nossas chances, nossas oportunidades, perdemos nosso tempo, tendo que por enfim reacomodar cada peça que agora não se encaixa mais em lugar algum. E das ironias: somos instintivamente curiosos - mas não sabemos perguntar.